Uso de máscara eleva inalação de dióxido de carbono para nível acima do suportado pelo organismo humano.

Uso de máscara eleva inalação de dióxido de carbono para nível acima do suportado pelo organismo humano.

Circula nas redes sociais um vídeo que diz que o uso da máscara de proteção contra o coronavírus aumenta a inalação do dióxido carbono a um nível superior ao que o ser humano suporta. No vídeo, feito no exterior, uma criança usa uma máscara N95 – que não é recomendada para a população em geral, e sim para profissionais de saúde –, e um homem faz uma medição de partículas de gás carbônico inaladas, com um sensor. Quanto ao uso da máscara alguns fatores devem ser levados em consideração: seu uso prolongado gera um desconforto, porém ela é essencial para conter a disseminação do coronavírus.

Por se tornar um item obrigatoriamente popular durante a pandemia do coronavírus, as máscaras têm despertado uma série de controvérsias e fake news. É o caso de “afirmações” como a de que o uso prolongado pode causar asfixia por excesso de dióxido de carbono (CO₂) inalado ou ainda causar desmaios. A máscara causar uma dificuldade na hora de respirar, porque ela está filtrando o ar. Outros sintomas são percebidos ao usar a máscara, como recorrência fadiga, dor de cabeça e dificuldade para dormir, e isso se dá pelo acúmulo do gás. Logo se faz necessário o uso das máscaras de pano, pois entre as máscaras disponíveis para a proteção durante a pandemia, elas são as que menos causam dificuldades respiratórias. Isso porque a produção desses modelos de tecido, na maioria das vezes artesanais, é menos rigorosa na filtragem do ar. Afinal, seus usuários não estarão em uma sala de cirurgia diretamente expostos ao novo coronavírus, mas, sim, utilizando no transporte público, por exemplo, onde os riscos de contaminação são menores.

O uso de máscaras de proteção facial já era apontado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e por autoridades sanitárias do país como uma importante medida de proteção e de prevenção à propagação do novo coronavírus (Covid-19). De acordo com o Ministério da Saúde, pesquisas apontam que a utilização de máscaras de proteção facial, mesmo caseiras de pano, impede a disseminação de gotículas expelidas do nariz ou da boca do usuário no ambiente, funcionando como uma barreira física contra a propagação do novo coronavírus. Com a ampliação da pandemia, a medida passou a ser tratada como política pública por diversas prefeituras e governos estaduais, com regras recomendando ou até mesmo obrigando a adoção do equipamento como forma de prevenção à doença. Nesse aspecto, o uso de máscara facial de proteção é de suma importância, pois ela atua como uma barreira, impedindo que o vírus tenha acesso direto às vias respiratórias.

As fake news (notícias falsas) têm estado presente no cotidiano dos indivíduos, misturando-se à realidade e sendo compartilhadas nas redes sociais, especialmente no caso de acontecimentos de grande repercussão social. A partir dessa reinvenção surgiram as agências jornalísticas especializadas em factchecking, seu papel é principalmente “verificar a autenticidade, com o objetivo final de levar essa informação ao público”. Por isso, é necessário averiguar tudo o que recebemos, já que essa rapidez toda da atualidade digital também veio acompanhada de várias fake news.

Fonte: https://esportes.yahoo.com/noticias/%C3%A9-fake-que-uso-m%C3%A1scara-212145299.html