Fake News ao Redor do Mundo

Na sociedade atual em que vivemos, com o advento da tecnologia e da globalização, os seres humanos estão a todo momento na ânsia de obter informações, que vem a partir da presença da conectividade global e da possibilidade de compartilhamento imediato. Com isso, surgem muitas notícias falsas – as denominadas Fake News – que são inseridas na sociedade de modo que preencham essa ansiedade de informações, gerando comoções e levando as pessoas a conceberem concepções, muitas vezes equivocadas, cumprindo sua inicial função: a de chamar atenção.
Nesse contexto, muitas notícias são veiculadas diariamente com o intuito de chocar as pessoas e levá-las a acreditar no que está sendo noticiado. Ou então nem mesmo isso: podem os criadores das Fake News estarem interessados apenas em chamar a atenção do público para ganhar visualizações e gerar lucro. Além disso, há os interessados em disseminar a desinformação de forma que possam prejudicar alguém ou se autopromover.
Por isso, para combater as Fake News, surgiram instituições especializadas em checar os fatos, descobrir o que verdadeiramente aconteceu e distribuir a informação factual aos que se interessarem. Essa expressão vem da língua inglesa, em que “Fact-Checking”, traduzindo para a língua portuguesa se torna “Checagem de Fatos”. E é a partir dessa checagem de fatos que ocorre o combate às Fake News.
Para checar um fato, na maioria das vezes, basta pesquisar sobre o assunto e checar se há sites e ou jornais confiáveis que estejam veiculando a mesma informação. Caso não, provavelmente é uma Fake News. A não ser que a notícia tenha acabado de ser propagada.
Um caso recente de Fake News que poderia facilmente ter sido evitado caso houvessem realizado o Fact-checking ocorreu na Itália, quando confundiram uma imagem de protesto em função das mortes causadas pelo Covid-19, realizada na praia de Copacabana, localizada na cidade do Rio de Janeiro, e conhecida mundialmente. Na imagem, cruzes de madeira como de cemitérios foram postas entre 100 covas simbólicas, em forma de protesto contra o governo brasileiro. Qualquer um que visse a imagem assumiria que o famoso cartão postal teria se tornado um lugar de descanso para recentes vítimas fatais do coronavírus.
De modo que esse equívoco pudesse ser evitado, entraria em cena o fact-checking, em que pudesse ser feita uma pesquisa acerca da veracidade da informação que se pressupõe a partir da visualização de imagens. Dessa maneira, percebe-se que essa notícia veiculada, sinalizada como Fake News, mostra-se insustentável.
Pois a partir do momento em que não há a comprovação do que foi afirmado, percebe-se que a notícia não tem uma base concreta, que poderia ser o fato que verdadeiramente ocorreu. Desse modo, percebemos que para uma notícia ser considerada e reconhecida formal e oficialmente, ela deve passar pelo método de fact-checking, que consiste em pesquisar, checar e corrigir qualquer notícia que julgue necessária. Portanto, ao nos depararmos com notícias suspeitas, principalmente as que chamam mais atenção, devemos estar atentos e sempre questionar se a informação é oficial, além de realizar o fact-checking.

 

https://istoe.com.br/veja-algumas-das-fake-news-mais-bizarras-ja-produzidas-sobre-o-coronavirus/